sábado, 4 de setembro de 2010





Entrega-te meu vulcão de pétalas flamejante! Entrego-me a ti em rios caudalosos e calientes. Em minhas mãos pulsa o calor desta febre terçã de tornarmos a um único corpo consumindo-se nas chamas do desejo. Molda-nos com mãos hábeis, recrie-nos, reinvente-nos, religue-nos à religião dos incontáveis desejos!A uma nova comunhão de prazeres que nos refaça seres mais benevolente, inteligentes, mais úteis, mais felizes! Sem culpa, sem os restos mortais dos pecados que nunca existiram e que resistiram por tanto tempo acorrentados, escravos da mais hipócrita filosofia castradora, burra! Enquanto te faço mais mulher, quero que em nossos líquidos gozosos escorra os restos dos nossos dejetos humanos! Que o nosso gosto pelo proibido nos absolva de todo mal imaginário, mal imposto pelos recalcados de negros hábitos e calores domados à forja da covardia! Absorva meu sêmen, atice-me ao máximo! Sinto-te plena e Sinto que estás fértil de luz e agora, com a expulsão dos nossos líquidos pudendos, e a fruição viçosa do mais puro amor, hoje, nesta data querida, geraremos um ser infinito de luz, moldado para iluminar a escuridão do mundo e clarear as mentes prisioneiras da dor. De uma dor injustificada de simplesmente sermos o que somos. Seres humanos! Meus dedos estão fincados em teus ombros, meus braços te amarram pelas costas, meus dedos tateiam delicadamente a tua face, meus lábios queimam os seus de uma volúpia jamais experimentada por nós! Mesmo por nós que sempre nos amamos com a mais máxima das entregas! Estamos no ponto. O cavalgar macio é vigoroso, mitológico! Não há mais contato com o solo. Meus olhos fixam os seus, as púpilas mergulham em nossos pensamentos, invadimo-nos escancaradamente... Se ainda há alguém aqui, este novo ser está pleno, está pronto. Está terminado. E será santo, e será bento. É real. Boa noite, meu amor. Acabamos de viver uma experiência divina. Nosso amor está sacralizado. E o nosso templo agora é sólido.


Dartagnan

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Um comentário:

Sandra Botelho disse...

Poxa...Quando eu crescer quero escrever como você...
Extasiante, inebriante...
Fiquei sem palavras e sem folego.
Bjos achocolatados